Espelho

A vida… a vida não é coisa à toa
A vida às vezes é triste
Às vezes é fuga
Às vezes é trôpega
Mas a vida também pode ser boa
Sobe, desce, vira ao avesso, cai, levanta
A vida começa, termina, recomeça
É isso… às vezes cansa à beça
Mas nada cansa mais que a estrada reta
Sem curvas nem abismos
Sem buracos nem pedras
Sem montanhas nem vales
Sabendo onde tudo começa
E onde tudo vai terminar
Como o preto no branco
E o cinza de cada dia
Eu gosto é de ventania
De vendaval
De sol no rosto
De sentir o gosto
Inebriante da vida
Minha natureza é cigana
Mas a vida às vezes me engana
Às vezes me faz esquecer
De quem sou
Do que amo
Do que gosto
Do que me move
Do que me comove
Nada é pior do que jazer em vida
O espelho me faz lembrar que
A vida é um lampejo na eternidade
A vida é o que vejo
É o que escolho
É o que busco
É o que faço
É o que sigo
É o que persigo
E eu sei que consigo
Mas é preciso tentar
É preciso arriscar
É preciso mirar longe
É preciso ir além do horizonte
Ir além do seguro e do certo
Pra encontrar o que procuro
Ah, o futuro… Tudo é tão incerto
Mas é aí que reside a eterna magia que é a vida…

– Vivi

Para conhecer a autora deste poema, clique aqui

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