Do muito e do pouco

Do muito que tenho
Do muito que senti
Das aventuras que vivi
Das estradas que percorri
Das pessoas que conheci
De tudo, restou um pouco
De nada, muito ficou
E o tempo… O tempo também passou…
Testemunha ocular de cada detalhe
Senhor de si, absoluto, soberano
Contra o qual não se pode lutar
O tempo… é tão pouco…
Escapa-me por entre os dedos
Ecoando como um grito rouco
Como um sopro de vida que se esvai
Como um murmúrio que se perde no silêncio
Seguindo implacável, inexorável,
Sem perdão, sem volta,
Sem olhar para trás.

 – Vivi

Para conhecer a autora clique aqui

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