Diálogo com Roma – parte II

– Roma, eu vi minha ex-namorada no Face. Não resisti e procurei ela.
– E aí?
– Fogo. muito difícil para mim. Ela está casada. Casada Roma! Vi as fotos, como eles estão felizes Roma… muito felizes… Sabia que um dia eu teria que esquecê-la. Agora não vai ter jeito.
– É, essa é a pior coisa que pode acontecer a um coração: “Esquecer” e procurar outra pessoa que “te complete”. Você fica lá, na internet, procurando notícias dela, querendo saber por onde anda, o que está fazendo, se está feliz. Invariavelmente as fotos do Facebook já dizem: “Ela está muito feliz sem você, olha só” comprovando o seu pensamento destrutivo. É, ninguém bota fotos tristes no Face meu amigo.
– Pois é Roma. É complicado. Não sei o que fazer.
– Tomar uma atitude neste momento só vai trazer mais sofrimento. Você ainda está com o sentimento de que alguma coisa em você morreu: A parte sua que ainda acreditava. O velho apego. O apego ao passado. Você só vai saber o que fazer quando essa nuvem negra passar.
– Complicado. Eu realmente desejo a felicidade dela, mas sei lá, muitas vezes eu queria que ela estivesse assim comigo.
– É meu amigo, ela pode estar feliz sem você, mas ela também já esteve feliz com você. Vocês já tiveram fotos felizes, lembra-se? A vida não é só felicidade, se isso te deixar feliz, eu posso te dizer que ela está enfrentando os mesmos problemas que ela enfrentou com você, senão piores.
– Como você sabe disso?
– A vida ensina meu amigo. Ninguém é feliz sempre, assim como ninguém é triste sempre. A vida é assim, essa incompletude sem fim, esse sentimento de que falta algo. As pessoas precisam de algo que as completem, que as façam ser pessoas melhores, que as façam ter um caminho. Procuramos sempre aliviar a ansiedade de estar vivos, sempre buscando algo em que nos apoiar: religião, bens materiais, e porque não, um alguém. Todo caminho chega a um ponto de decisão, ou continua ou não. Precisamos ter a maturidade em aceitar certas coisas da vida. A separação de vocês por exemplo, aconteceu.
– Entendo, mas o que eu faço Roma?
– Vá viver sua vida meu amigo. Com certeza alguém vai aparecer.
– Então é isso? Seguir adiante?
– Infelizmente sim. Existem muitas pessoas no mundo e você pode gostar de alguém.
– Mas e se eu ainda estiver apaixonado por ela? O que devo fazer?
– Então meu amigo, neste caso, você também deve seguir adiante. Se martirizar não vai trazê-la de volta. Você tem que buscar ser feliz, sair  e conhecer outras mulheres e tentar ser feliz com elas, do contrário meu amigo, você vai definhar. Vocês tem vidas separadas agora. O jeito é seguir a sua da melhor maneira possível. Se um dia vocês se reencontrarem, seu coração vai dizer se era mesmo amor ou não.  Mas você tem que estar inteiro, entende isso?
– Obrigado Roma.

Stefano Libacci

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