A lama

Andava e corria como nunca o fizera,
Era noite.
Distraído não percebera quando se aproximavam,
Tomou um golpe na cabeça e caiu,
Caído na lama, com a cara virada para o lado acordou e viu que não havia nada lá,
Nada a não ser o contorno do seu braço na sua visão,
Fez um esforço para se levantar o suficiente para ficar de lado,
Viu o que lhe acontecera.
Precisava de banho, lavar a cara, trocar de roupa,
tentou se levantar,
tomou outro golpe na cabeça,
caiu novamente.
Já não sentia mais seu rosto, suas pernas, seu corpo,
Precisava se levantar,
O corpo não respondia mais,
Neste momento não tinha mais forças, mais garra, mais vontade.
Tudo o que queria era afogar-se na lama que estava,
Precisava se levantar, precisava continuar, precisava…
O terceiro golpe quase o desmaiou.
Virado para cima tentou ver o rosto de seu agressor, na sua visão apenas vultos.
O mundo não era mais como antes.
Veio o quarto golpe.
O sangue escorrendo de sua cabeça atrapalha mais ainda sua visão. Já sem forças para pedir ajuda aceita o inevitável.
“É o fim” – pensou.
Desmaia.
Acorda após um tempo desnorteado, levanta sua cabeça, olha para o lado. Para o outro. Não havia mais ninguém ali.
Consegue se levantar e olha a sua volta mais uma vez. A única luz que enxerga é a do poste a poucos metros de onte estava.
Suspira aliviado.

Estava vivo

– B.J.

A sala

O antigo estúdio de gravação dava lugar a sala de estar de sua casa, transformada após sua separação.
As marcas raspadas do que antes era o forro acústico ainda permaneciam nas paredes e no teto, dando um ar “retrô” ao ambiente.
Os móveis eram velhos, ainda herança do antigo relacionamento de mais de seis anos. A cortina não passava de dois panos vinho escuro, que teimavam em permanecer entreabertos deixando sempre uma fresta para o sol da tarde entrar, batendo diretamente na mesa que ficava no canto da sala.
Na mesa havia um notebook, que de tão velho não possuía mais uma bateria resistente e vivia ligado ao benjamin, que também servia para ligar a televisão e o aparelho de DVD. A sala era grande, tão grande que cabia um colchão de casal entre a mesa e o rack com a televisão. Nunca entendi o real motivo de existir um colchão de casal na sala, mas não perguntei nada.
Chegava a noite.
Apagávamos as luzes, acendíamos as velas e as colocávamos no chão e na mesa. A luz da lua passava por entre a fresta da janela enquanto ficávamos lá, abraçados, no colchão da sala. Ficávamos juntos como se não houvesse amanhã, torcendo para que o universo ouvisse nossas preces e parasse o tempo para o final de semana jamais ter fim.
Ah se aquela sala falasse e contasse todas as nossas confissões e juras, choro e alegrias, tudo misturado. Sinto a saudade que palavras não podem expressar nem a música pode alcançar. Só a memória pode chegar.
Lembro como se fosse ontem sua declaração para mim em forma de peça de teatro. Sentei na primeira fila e assisti a peça inteira com o olhar atento de um leigo encantado com o espetáculo que presenciava. Retribuí. Disse coisas que nunca havia dito para mais ninguém. Já estava ensaiando a certo tempo até que o momento surgiu. O engraçado é que tudo aconteceu naquela sala, o antigo estúdio de gravação. Só que desta vez, o que está gravado está guardado dentro da gente.

– B.J.

A nossa vida é um filme

Bem… depois do “encontro explosivo” houve uma “atração fatal” porque você é “femme fatale” e quase “mata-me de prazer”. Além de você ser “uma linda mulher” eu sempre quis ter “um amor para recordar”. Como eu queria ter o “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” e ser como “Os esquecidos” e eliminar os “Ghost”s de minha vida. Eu nunca tive “segundas intenções” com você e estou escrevendo “enquanto você dormia” esta “mensagem para você” porque “Dizem por Aí..” que eu venho da “Cidade dos Anjos” e um anjo cuida e se preocupa. Eu sei que “A vida é Bela” mas quando eu menos percebi “De repente 30” e a vida passou! Tudo isso é muito “íntimo e pessoal” e ainda espero ter com você “um amor a segunda vista”. O que importa é “Quem vai ficar com Mary?”. Ainda não sei, mas nesse “Amor em jogo” não existe “encontro marcado” e não acho que “apenas amigos” sirva para nós também. Já enumerei “10 coisas que eu odeio em você”, mas toda vez que te vejo é como “Se fosse a primeira vez”. Sei que preciso ser um “Don Juan de Marco”, olhando o “Show de vizinha” e muitas vezes não sigo “As 7 regras do amor”, mas estou querendo largar o “Show bar” e seguir mais as “lendas da paixão”. Sinto você não pensar: ‘Ele é um “Um príncipe em minha vida”‘, mas fiz o meu melhor. Mesmo que demore, eu descobri que “Nunca é tarde para amar” e mesmo que você esteja “Muito bem acompanhada” no futuro,”Quando o amor acontece” é quase “Missão Impossível” terminar.

Cá estamos

Olá,

Em primeiro lugar quero agradecer aos leitores do blog. 2011 superou minhas expectativas em acesso e se o ano de 2012 for igual já terá valido a pena.
Após um conturbado 2011 sigo para 2012 com novos desafios e surpresas que vou mostrar no decorrer do ano e espero que agrade aos leitores.
O ano que se passou foi atípico, com muitos obstáculos e dificuldades, mas a vida dá a recompensa:

  • Sabedoria, para saber o que podemos mudar e o que não podemos ( Clichê que não deixa de ser verdade).
  • Conhecimento, para entender o que queremos.
  • Amigos, que só se  mostram nos momentos difíceis, infelizmente. Ou não.
  • Saúde, para aprender a dar valor.

As lições aprendidas neste ano que passou não podem ser resumidos em 4 tópicos, mas tenho a vida toda para explanar a respeito.

Espero que todos que visitaram o blog Mundo das Idéias continuem acessando e contando para os amigos, e, porque não, aos inimigos também.

Um grande abraço e aguardem novas publicações semanais!
– B.J.