Para as garotas

Um homem tem que ser sincero. Cansei dos cafajestes que usam a máscara do bom samaritano só para te levar para cama. Acredito que na vida temos muito o que aprender e uma delas é não cair na lábia destes homens infantis que, quando conseguem o que querem, te descartam como um brinquedo. Acho que isso já aconteceu com a maioria das mulheres. Qual sensação vocês tem? Eu em particular me sinto muito mal.
Homens, temos sentimentos. Eu também gosto de sexo tanto quanto vocês, mas também gosto de carinho, atenção e principalmente: Que liguem no dia seguinte! É claro, já tive homens em minha vida que me ligaram, mas nunca aqueles que eu queria.
Eu tenho 24 anos, trabalho, tenho minha independência financeira, carro, não sou de se jogar fora e não consigo arrumar um cara decente! Mas tudo bem, eu vejo que minhas amigas também estão passando pela mesma situação, então não é um problema só meu e sim social.
Passado essa revolta resolvo ligar a televisão e vejo aquele monte de pedaço de mau caminho, todos juntos em uma passeata se beijando! Desse jeito eu não agüento! Dá vontade de sair na rua com uma camiseta: “Homens, nós mulheres também temos c..”. Vocês já perceberam que os caras mais bonitos e gostosos são gays? Será que existe algum pré-requisito para ser viado? Tudo bem, pelo menos eles estão felizes virando a casaca e algo a mais.
Não acredito naquela história de “todo homem bom está casado” porque todos os casados que conheço são mil vezes mais safados que os solteiros, parece que a aliança dourada que eles usam no dedo só serve para atrair mais fêmeas para seu covil.
Bem amigas, acho que vou para a academia agora, tem um professor muito gato lá e espero que não seja gay. Nem casado.

Beijos!

Texto enviado por Maria Clara Andreoli

diHITT – Notícias

Contudo: Hoje

Hoje não há inspiração,
Não há emoção,
Nada de novo.

Só o desejo do poema que não cessa, a poesia que não cala.

Palavras saem automáticas,
O gesto é contido,
A alegria está lá fora,
Sinto o vácuo deixado por você.

Olho no espelho,
faço auto-análise carregando o fardo do infiéis,
supero a dor que é,
escrevo sem pensar, nem ler,
crio o dadaísmo misturado com a poesia.

Ações geram emoções.

Logo depois tudo passa, mas não é esquecido,
A poesia passa, o relógio marca,
A tarefa continua.

Ó sobrevivência que me deixa com os pés no chão,
Quem me dera fosse rico para viver no mundo que quero,
Mas vejo a sobrevivência como boa, impulsiona, cria margem para o impensável,
Cria o que há de mais sagrado: viver.
O positivo é a vontade de criar, de sonhar e de ociar,
contudo tenho medo do acabar,
mas se ao fim chegar, vou saber (agora sei) por onde recomeçar.

 

– B.J.

Diálogo com Roma – Parte 1

– Olhe aqui Roma, eu não acredito no amor.
– Mas qual o motivo?
– O amor nada mais é que acomodação
– Como assim?
– Acomodação, quando perdemos uma pessoa que amamos como pai, mãe, irmão, namorado ou marido. A dor da perda é forte, destruidora. Mas, passado um ou dois anos nos acostumamos com a ausência porque temos outras coisas na cabeça, nos apegamos a outras pessoas e acabamos por aceitar a nova realidade, ou seja, nos acomodamos a outra forma de vida. No final, nem lembramos muito delas.
– É verdade.
– Por isso eu acho que não existe amor. O que existe é acomodação, costume, hábito, um querer estar junto porque faz bem estar com a outra pessoa, nada mais.
– Legal, mas o que você faz quando termina um relacionamento?
– Quando eu termino com um cara eu finjo que ele morreu. Não entro mais em contato, sumo da vida dele e ele da minha.
– Muito bom, parece bem prático. E funciona?
– Funciona bem sim.
– Legal. Alguns deles tentou te encontrar depois que você os “matou”?
– Sim
– E como foi?
– Foi até que tranqüilo. Nos falamos como amigos e nada mais
– Não sentiu nada né?
– Nadinha
– Legal. Posso te falar uma coisa?
– Pode
– Você nunca amou esses caras.
– Por que você fala isso? Claro que amei
– Não amou. E eu posso te provar
– Como?
– Você tem uma melhor amiga?
– Sim
– Você já ficou muito tempo sem falar com ela?
– Sim
– E quando você a reencontrou, como foi?
– Ah, foi como se eu a tivesse visto no dia anterior! Foi muito bom!
– Legal. E mãe, você tem?
– Tenho sim
– Você a ama?
– Muito!
– Se sua mãe tivesse que fazer uma viagem e nunca mais voltar, você iria sofrer muito, não iria?
– Com certeza
– Mas depois de um tempo você se acostumaria com a ausência dela né?
– Sim
– Mas, se por uma obra do destino ela voltasse! Você não continuaria amando ela?
– Sim, é minha mãe né…
– Pois é, a sua mãe e a sua melhor amiga possuem algo em comum: você as ama. Se as duas saíssem de sua vida, você se acostumaria com a ausência delas, afinal você tem que continuar vivendo, ser forte e blá blá blá… Mas, se você as reencontrasse, seria como se as tivesse visto no dia anterior, todo aquele sentimento do passado voltaria, o sentimento não mudaria, pelo contrário, ficaria até mais forte impulsionado pela falta, apesar de você ter se habituado a viver sem elas.
– Hmmm…
– Você não amou nenhum dos seus namorados. Um amor de verdade nunca morre, nem que se passe dois anos ou cinco, nem que a distância te obrigue a viver sem a pessoa, nem que você dê uma, duas, três quatro ou cinco mancadas consecutivas…
– Mas amor de mãe e de amiga são diferentes do amor por um homem, não é mesmo?
– Sim, mas igual ao mesmo tempo. O que você sente pela sua mãe e sua melhor amiga é, em primeiro lugar, uma profunda admiração, e esse é o pilar mais forte do amor. Depois disso vem o respeito, carinho, cumplicidade, afinidade… um sentimento acompanha o outro como uma corrente até que um belo dia você se descobre apaixonada. E pelo que estou vendo nenhum homem despertou esses sentimentos em você.
– Será então que eu nunca amei ninguém mesmo?
– Provavelmente você tenha amado, mas tentou racionalizar demais e ele se perdeu nos seus pensamentos, o problema é querer interpretar tudo como se existisse somente a lógica que você conhece. Você precisa deixar acontecer…
– Mas Roma… como saber se estou apaixonada?
– Não sei. Mas quando esse dia chegar você vai saber. Basta se deixar levar.

 Assista o filme 500 days of Summer

Corra José Corra

Corra meu amigo que a hora é de agir
até que o relógio saiba a hora de partir
não há espaço para vacilar
e seu lugar já vão tomar se você não se apressar
de nada vale a vida se você não estudar
de nada vale a tempestade sem a bonança pra acalmar
vou junto com a correnteza, correndo pro meu lugar
rumo a tal liberdade, que um dia vou conquistar.

Mas se já somos livres por que correr pela alforria?
Seria a liberdade mais uma alegoria?

O chicote é moral, econômico e viral
encarcera nossa alma, nosso tempo
nossa nau.

A escravidão não acabou
só trocou de forma e cor
multi-colorida e com o furor
da ilusão do terno preto e do importante “meu senhor”

Corra meu amigo que a hora é de agir
até que o relógio saiba a hora de partir.

– B.J.

Olá!

O site MundodasIdeias.com agora disponibiliza a seus leitores um espaço para a publicação de textos, crônicas, poesias e poemas. Para submeter um texto, basta mandar um e-mail para abaccili@abaccili.com.br

Terei prazer em ler cada um deles!

Ah! E me sigam no twitter @abaccili

Um grande abraço!

Para os cansados

Cansei de sofrer, da vida como ela é, de Nelson Rodrigues,
do querer mais que bem querer,
do sofrimento conquistado.

Cansei de você e de todos ao seu redor, das cantigas,
do sofrimento alheio, das novenas,
das novelas, das cantadas,
das noites mal dormidas.

Cansei desta febre vil,
da camada azul da pele,
da nobreza.

Cansei.

Cansei de você e do que representa para mim,
não queria virar a página,
agora vejo que não há outra saída.

Nunca houve.

O que você estava pensando?
Queria uma coisa nova?
Mais um capítulo desta novela mexicana?
Mais uma tragédia em sua vida?
Agora que a ficha caiu, vai fazer o que?
Se atirar no mar da solidão e esperar a morte chegar?

Fraco!

Levanta desta cama,
seja você, só você!
Leve a vida que deve levar!

Aqui há espaço para liberdade,
orgia, gozo, Amor de verdade,
sobrevivência, demência,
e quem sabe um pouco de paz.

O que evolui é a alma e ela não se encaixa a outra alma,
a alma estraga o amor,
a alma só se encaixa em Deus, só Deus – parafraseando Manuel Bandeira

Revolta faz parte da vida,
nos move, alimenta,
força a sair do buraco

Auto-piedade MATA!
Morra logo se quiser viver assim

Cansei de dormir pensando em quem me desprezou e não lembrar de quem me deu bom dia.

O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você troca por ela.

-Henry Thoreau

 – B.J.